terça-feira, 28 de maio de 2013

Anos 50 – Parte 1: A Era de Ouro da Costura (1947-1957)

O pós guerra trouxe uma era de otimismo econômico onde o consumismo era valorizado. A mais profunda transformação que a história da Moda já sofreu acontece nos anos 50. 
A “Era de Ouro da Costura” transformou as grifes da alta costura francesa e inglesa em marcas conhecidas mundialmente até os dias de hoje. Como as roupas prêt-à-porter haviam sido testadas com sucesso nos Estados Unidos e passam a dominar o mercado, a alta-costura, para se manter viva, começa a permitir que as massas tenham pela primeira vez acesso às suas criações. Criam-se contratos que permitem às maisons de alta costura fabricar prét-á-porter de acessórios, colocar seus nomes grifados em sapatos, óculos, jóias, relógios, perfumes etc de forma a sobreviver às novas regras consumidoras.

A Era de Ouro começou em 1947 com o “New Look” de Christian Dior. De estética super feminina inspirada na moda de 1860 (Early Victorian), o estilo foi a tendência que mais deu certo na história da Moda.

 

O espanhol Cristobal Balenciaga dominava o corte perfeito das roupas e atraía mulheres da sociedade e atrizes famosas. 



Hubert de Givenchy  faz sucesso com suas peças "separáveis", que podiam ser combinadas à vontade. Ele se dedica a fazer roupas para a elite. Você certamente sabe qual é sua mais famosa criação: o vestidinho preto usado por Audrey Hepbum em Breakfast at Tiffany's (Bonequinha de Luxo).



Pierre Balmain cria trajes elegantes, requintados e luxuosos inspirados no New Look.





Roger Vivier colocava aerodinâmica em seus calçados, tanto que foi o escolhido para fazer os sapatos da rainha Elizabeth II. A alta sociedade era fiel ao bottier, tanta qualidade o fez criar calçados para a Maison Dior, Pierre Balmain, Guy Laroche, Nina Ricci e ao jovem Yves Saint Laurent. 


Gabrielle Chanel retorna à ativa em 1954, ela estava com mais de setenta anos. Seus perfumes são fonte de grande lucro. Chanel então inventa peças que se tornariam seus clássicos: o tailleur com guarnições trançadas, correntes de ouro, blusas combinadas com o forro do casaco, botões com suas iniciais, tweeds macios, jóias-fantasias, lenço de seda preta no pescoço, o broche camélia de tecido branco, chapéu canolier (de abas lisas e estreitas), prendedor ou fita para rabos-de-cavalo, bolsa a tiracolo em matelassè, escarpim bege com ponta escura que faz com que os pés pareçam menores. Nos anos 50, Chanel produziu vestidos de noite fascinantes por sua simplicidade. Ela criticou os corpetes promovidos pela Dior, pois ela era suficientemente esperta para perceber que a alta costura tinha um futuro limitado, o ideal agora era a venda de produtos de luxo para o mercado de massa. 



Outras maisons da década: Lanvin, Madame Grès, Norman Norell e John Cavanagh (imagens respectivas):



Charles James, Nina Ricci, Jacques Fath e Elsa Schiaparelli:


 


O texto foi escrito pela autora do blog de acordo pesquisas em livros de Moda lançados no Brasil e no exterior. Leiam livros de Moda para mais informações e detalhes.
*Originalmente postado em meu outro blog, o Moda de Subculturas.

Um comentário:

  1. gostei muito dessas publicações,gostaria de receber artigos,pois vou fazer o meu tcc com esses topicos,é muito parecido com meu tema.

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NOTA AOS LEITORES


Olá, tudo bem?
Fico feliz que tenha chegado até aqui! Infelizmente não consigo responder todos os leitores com devida atenção. Me perguntam sobre livros que uso nos textos estão, eles listados neste link: https://modahistorica.blogspot.com.br/p/livros.html

Alguns textos foram escritos entre 2009 e 2013, num período que eu não anotei as fontes, por isso eles não as tem. Portanto, quem me escreve cobrando as fontes destes artigos, espero que compreendam que não posso colocar uma fonte que não lembro ao certo/exatamente qual foi, indicando algo errado. MAS os livros que uso estão no já citado link - pra quem quiser ir atrás deles. Sei que professores e orientadores lhes cobram fontes e nada melhor que ler livros pra adquiri-las.


A quantidade de emails e comentários é grande e soaria repetitivo e cansativo eu responder isso a um por um dos leitores. Gostaria que essa cobrança que às vezes vem como crítica, ficasse mais amena através da compreensão, pois quando comecei o blog não sabia que se tornaria tão grande e que viraria referência no Brasil.
Agradeço a compreensão (e os elogios ao blog).
Sana ♥